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Em tempos
não havia cemitério na pequena aldeia da Pena, no concelho de S. Pedro
do Sul, distrito de Viseu. Pessoa que ali morresse tinha de ser
enterrada em Covas do Rio (logo abaixo de Covas do Monte), para onde era
transportado o caixão, à mão ou numa padiola, por íngreme caminho.
Conta-se
que, certo dia de aziago, numa destas viagens um dos homens que
carregava o defunto escorregou e o caixão caiu-lhe em cima... Assim, o
tenebroso atalho ficou para sempre conhecido como
«o
caminho do morto que matou o vivo».
Verdade ou
lenda, certo é que a história reflecte bem o isolamento em que ainda
hoje se vive nas pequenas aldeias dos majestosos cabeços e escarpas
afiadas das serras das Beiras: Caramulo, Freita, Arada, Montemuro...
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