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Nordeste transmontano

Velhos gorazes de Sendim

mús. À SOMBRA DE MIS CABELS  Mogadouro, 1983   Fotografias de Out2006/2008  Ver SLIDESHOW

 

 

 

Essa tue tan grande feira

De trinta de Outubre yê tal

Que nun beio nestas tiêrras

Outra que le seia eigual.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para quem deixa o vale do Sabor ainda carregado de névoa e sobe até ao planalto mirandês, logo ao nascer do dia, seguindo por Carviçais, Fornos, Lagoaça, Mogadouro… há-de ver as carroças dos burros que tomam a estrada de betume com a carga das primeiras horas de um dia de trabalho, ainda na companhia dos seus velhos donos. Estes animais são a principal atracção dos Gorazes, todos os anos a 30 de Outubro.


Actualmente, a Feira dos Burros está descaracterizada pela exposição das alfaias industriais e pelo negócio dos chineses e dos vendedores da banha da cobra. Mas em Sendim encontramos ainda os chapéus e os lenços pretos dos velhos e velhas que descem das suas aldeias e por aqui se instalam para vender as novidades de final de Verão: queijo artesanal, cebolas, dióspiros, marmelos, romãs…


Dentro de poucos anos já não será possível fazer, assim, retratos de «velhos gorazes».

 

Essa tue tan grande feira

De trinta de Outubre yê tal

Que nun beio nestas tiêrras

Outra que le seia eigual.

 

In «Miranda Yê La Mie Tiêrra»

JOSÉ FRANCISCO FERNANDES

Ed. autor, 1998.

 

 

 

«Gorazes» deriva do termo grego «gorax», que significa «carne de porco». É no Mogadouro que se realiza, todos os anos, a mais tradicional Feira dos Gorazes, que no passado anunciava o tempo da matança dos porcos e servia para cumprir as obrigações fiscais aos «senhores do Mogadouro», justamente com carne de porco.


Em Sendim, perto de Miranda do Douro, «Grazes» (como diz o povo) é principalmente uma feira onde se vendem burros, mulas e cavalos desde há quase 300 anos.

 

 

 

 

 

Nordeste transmontano

Nossa Senhora do Naso Póvoa, Miranda do Douro

Fotografias de Dez2006

 

 

 

Cun pena, beio las feiras

Nas aldés, a zaparcer,

Onde se come la puôsta,

Assi cumo debe ser!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

À Feira de Natal no Santuário de Nossa Senhora do Naso, na Póvoa, a poucos quilómetros de Miranda do Douro, chegam a 22 de Dezembro os forasteiros das vizinhas aldeias e vilas raianas: Palaçoulo, Genísio, Malhadas, Ifanes, Costantin, Moveros (já do outro lado da fronteira).

 

Como no Mogadouro, Sendim e muitas outras terras do planalto mirandês, no Naso também se realiza uma feira de burros, todos os anos entre 6 e 8 de Setembro.

 

Este povo que persiste em migrar no planalto frio para fazer as suas pequenas compras da natividade pouco terá já da tradição pírrica greco-romana, guerreira por excelência; conserva, porém, o orgulho da Festa dos Rapazes (uma espécie de Carnaval de Inverno), da dança dos Pauliteiros (danza de palos, na Galiza) e do dialecto norte-ibérico comum: la lhéngua mirandesa, de profunda tradição oral.

 

 

Cun pena, beio las feiras

Nas aldés, a zaparcer,

Onde se come la puôsta,

Assi cumo debe ser!

 

An barracas, chicha assada

De bitela mirandesa,

Pinga, molete ou fogaça

Yê l que eilhi ponan na mesa.

 

Que si cheira la assadura,

Que bien sabe todo aquilho,

Cun nabalha mirandesa

I cun copo de quartiêlho!

 

 

Citações do Mirandês de «Miranda Yê La Mie Tiêrra»

JOSÉ FRANCISCO FERNANDES

Ed. autor, 1998.

 

 

 

 

 

 

 

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