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ANTERO DE ALDA Histórias do sagrado e do profano
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Matança do porco
Vida e morte
clandestinas...
Como mandrágora arrancada da terra, o animal grunhe desalmadamente por entre o chinfrim dos homens. São 7h30 da manhã. Depois de um ano inteiro a alimentar-se do supérfluo, chegou a hora de morrer.
Jejuou a noite anterior para «limpar». Os menos temerários rezam, afastados do episódio e das desgraças, «não vá encolher o sangue» na hora da picada fatal.
Não há mais reprimendas...
Algures na serra do Marão: para além dele, mandam os que lá estão.
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