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ANTERO DE ALDA ALENTEJO |
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mús. Piano illusion (autor desc.) |
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Jacinta Rosa Carrilho Ensaio sobre a solidão
Fotografias de
Ago2006
Jacinta Rosa Carrilho tinha 91 anos (Agosto de 2006).
Vivia sozinha num buraco
da Rua do Comércio, nº58, em Portalegre [até 2007].
Faleceu num lar para idosos de
Arronches em Maio de 2008.
Fotografado em frente ao
Museu de Beja, Hilário Manuel Raimundo esperava o autocarro para Beringel.
«O meio urbano, ao gerar diferentes dinâmicas de
relacionamento entre os indivíduos, tende a marginalizar os mais fracos,
incapazes de manter o seu ritmo e a apagá-los, retirando-lhes qualquer visibilidade social. Envelhecer na cidade é arriscar-se a acabar os seus
dias cada vez mais só…»
'A
Solidão na Terceira Idade’.
No princípio, o capitalismo
apresentava-se como um método para a social democratização. No advento da Pop Art, Warhol chegou mesmo a dizer:
«O que é extraordinário na América é ter sido o
primeiro país a instaurar o hábito que faz com que os consumidores mais
ricos comprem as mesmas coisas que os mais pobres [ou o contrário].
Observando a publicidade na TV para a Coca-Cola, sabes que o presidente
está prestes a beber Coca-Cola, que a Liz Taylor bebe Coca-Cola e que — inacreditável — também tu podes beber
Coca-Cola!».
Especialmente no meio urbano, onde as dinâmicas de relacionamento entre os indivíduos tendem a marginalizar os mais fracos, a falta e/ou deficiência
de relacionamentos significativos (isto é: o défice da rede de relações
sociais, quer qualitativas quer quantitativas) provoca esse sentimento de
desintegração,
disfunção, insatisfação emocional a que se pode chamar
solidão.
«A solidão não é apenas um desejo de relação, mas da
relação certa (…)»
D. S.
WEISS, 1973.
SLIDESHOW

Paula Marques (com
Cláudia Barbosa)
A história da evolução do fenómeno
revelou-se trágica e o capitalismo está a
condicionar duma forma
avassaladora o êxito das nossas relações.
A maneira como vestimos, os processos com que comunicamos, os nossos
laços
profissionais determinam cada vez mais o índice de sociabilidade.
Num mundo globalizado, «ninguém,
por mais rico ou mais pobre que seja, pode fugir à moral e ao capitalismo.
Trabalhar, poupar, consumir, é forçosamente participar no sistema, quer se
queira quer não».
ANDRÉ COMTE-SPONVILLE (‘O Capitalismo
será moral?’)
Na verdade, a competitividade ultrapassou as barreiras do impessoal e está
a separar-nos em vez de nos unir.
PAULA MARQUES (com Cláudia Barbosa)
DANIEL PERLAM (com L.A. Peplau)
D. S. WEISS
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