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Sequeiros, Torre de Moncorvo

Frescos de Nossa Senhora da Teixeira

mús. HÄNDEL Messiah: And he shall purify   Fotografias de Fev2006  Ver AMPLIAÇÕES

 

 

Sequeiros

TORRE DE MONCORVO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

«Dez alqueires de semente…»

Inscrição na fachada principal da ermida de Nossa Senhora da Teixeira

Sequeiros

TORRE DE MONCORVO

«Título do Tombo desta casa (...)
Tem 383 varas em redondo e do Norte ao Sul 136 e do nascente ao poente 247 varas a terra que esta marcada com o sinal — e que leva 10 alqueires de semente até ao adro da dita casa.»

 

 

Os frescos do eremitério de Nossa Senhora da Teixeira (Sequeiros, Torre de Moncorvo) serão contemporâneos de Domenikos Theotokópoulos, El Greco.

O mesmo traço, as mesmas cores e o mesmo alongamento dos corpos que se observam nestas várias cenas do Juízo Final são típicos do pintor grego que se instalou em Toledo, e do seu mestre, Miguel Ângelo.

 

Muito provavelmente pintados ou encomendados pelo primeiro ermitão do pequeno santuário, Jordão do Espírito Santo, terão encontrado inspiração nos tectos da Capela Sistina.

Sem exagero, constituem uma visão de sonho que se completa com numerosas inscrições graníticas: «Venite benedicti de meu padre benediti» (Vinde benditos do meu pai Bento), e uma data, 1595, junto ao arco maior da galilé.

 

 

 

 

 

Se, devido a cerradas lutas entre o clero, a generosa igreja matriz de Torre de Moncorvo não chegou a catedral (como se pensava quando começou a ser construída), é Paulo Augusto Patoleia que nos apresenta as suas «sete pequenas catedrais», distribuídas pelas serranias das redondezas, que um dia virão a constituir a rota dos frescos da região.
Entre Moncorvo e a Açoreira (a terra de Patoleia, que nos diz:
«Percorro estas serras como se regressasse ao ventre da minha mãe»), é-nos apresentada a lindíssima Capela de Nossa Senhora da Teixeira, que no tecto da sua arcada exterior apresenta um conjunto extraordinário de frescos de origem religiosa com símbolos profanos: dois diabos ali desenhados já não estão retratáveis, porque a criançada, decerto precocemente movida pelas superstições dos velhos, divertia-se, em tempos, a atacá-los com pedras lançadas por fisgas. Ainda assim, é uma visão de sonho!

 

 

 

 

 

 

 

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