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Nordeste transmontano

Constantim A Festa dos Rapazes

Fotografias de Dez2006  See SLIDESHOW

TRADITIONAL VIDEO STORY 5'00

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«Ne Antruido fázen uas macadas que a la giente dá-le ua risa mui grande».

 

 

 

 

Já foi o Natal!

De 27 para 28 de Dezembro correu uma noite de folia em honra de S. João Evangelista, padroeiro da freguesia. Os rapazes, ávidos de gozação, estipularam o dia em volta da gigantesca fogueira que ainda fumega no largo do lugar. Assim, logo pela madrugada, vestem o carocho com uma máscara de couro, um rosário de carretos de linhas, já vazios, pelo pescoço e um enorme garfo de madeira que há-de recolher os salpicões ou fazer tropeçar as raparigas da aldeia. Juntam-se-lhe velhos gaiteiros, tocadores de bombo e de fraita (flauta pastoril, cinzelada na madeira) e os dançadores com seus chapéus decorados com rosas: os pauliteiros de Constantim!

 

 

Desejosos pelo prolongamento da festa, percorrem todas as casas, uma a uma: comem e bebem, dançam a pedido e lançam a lascívia do careto sobre as filhas virgens do lar. E, porque na agonia do ano velho tudo se perdoa, trocam-se prendas e cumprimentos. A falsa fêmea do grupo da folgança (a tiê vielha, de blusa de chita estampada e com um rosário de castanhas assadas pelo pescoço) vem despedir-se da dona da casa, enquanto o chefe da família tem direito a lançar um foguete, que há-de dar sorte para o novo ano.

 

 

À meia para a duas da tarde há missa. O profano dá lugar ao sagrado, mas a gaita soa com um lhaço divino dentro do lugar santo. Os pauliteiros dançam na hora do ofertório. Depois da procissão à volta da igreja, o ritual da mesclagem entre o sagrado e o profano cumpre-se mesmo ali, em frente do cruzeiro, com o carocho e a tiê vielha ensaiando gestos de acasalamento.

 

 

Tudo não passa de uma cena de Carnaval de Inverno (um rito do solstício) em Costantin, terras de Miranda. E como diz o povo, «Ne Antruido fázen uas macadas que a la giente dá-le ua risa mui grande».

 

 

 

 

 

 

Miranda yê la mie tiêrra

Miranda do Douro

Fotografias de Dez2006/07 e Out2008

VIDEO STORY 2'25

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Ana da Conceição Miguel e Cármen Anunciação Pires (com imagem de S. Francisco), Constantim

Arminda Fernandes e Isabel 'de Malhadas', Póvoa

Maria José Neto (76) e Maria Adelina Neto (79 anos), Genísio

Daniel dos Santos Deusdado (81 anos)

 

 

 

 

 

 

Costantin, outra terrica

Mirandesa, eilhi al pie,

Ten un cabeço i ua Santa

Cun feira i remarie...

 

Spanholes i pertugueses,

Nun sei quantas bezes mil,

Juntan-se eilhi, nun deimingo,

L redadeiro de Abril.

 

Cun muita fé ou cun pouca,

Ban un deimingo a passar,

Para cumprir deboçones

Ou a bander ou cumprar.

 

A fazer meia ou na renda,

An tardes de sol, sarenas,

I quien sabe se a las bezes

Falando an bidas alhenas...

 

 

Citações do Mirandês de «Miranda Yê La Mie Tiêrra»

JOSÉ FRANCISCO FERNANDES

Ed. autor, 1998.

 

 

 

 

 

Genísio

La Lhienda de la Boubielha

Cierto die, hai muitos anhos, las pessonas de Zenízio bírun un páixaro mui guapo que tenie un cuculho na cabeça. Esse páixaro era la Boubielha.


Confundindo-lo cun Nuossa Senhora, juntórun-se todos a la boç de 1 regidor i na reberência a la Birge de la Coquelhuda (pus assi chamórun a l’abe), fúrun stendendo lhençoles i telas de lhino brancos, para que assi pousasse e benisse pa l’eigreija, dezindo:
— Senhora de la Coquelhuda, pousai na branco!


Mas l’abe, por su beç, bolaba de arble para arble, até que de l’alto dun uolmo cantou:

— Bu, bu, bu! Bu, bu, bu! Bu, bu!...


De boca abierta i delorosa, de zinolhos no chano, la giente de Zenízio

respundie:
— Ah, Birge de la Coquelhuda, nun bos merecemos! Chamai-nos

burros i nós que l somos.
 

Desde para lantre, ls habitantes de l pobo de Zenízio passórun a ser

coincidos por boubielhos, nun gustando mesmo nadica de l nome. Mas la lhienda tem muita fuórça!

Cousas de nuossos abós!

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