os dias todos iguais, esses assassinos...

 

 
      STEPHEN WARBECK Proof  (ext.)

 

 

 

 

 

 

#030 A ESCRITA EXTREMA

© joão veríssimo

 

 

A VÉNIA

 

A gula aberta pela boca

no corpo das palavras

prolonga a carne predadora

dos abraços,

que nasce,

cresce dentro do fogo

sepultado na paz

e na erupção da terra e da água!

A gula aberta pela boca

no corpo das palavras

tem por berço continentes,

oceanos,

que desmaiam rendidos

à fornalha fértil da distância,

à entrega consumida,

consumada

pelos corpos alados dos amantes,

que não largam

o pouso nas margens e superfícies

e para sempre

suspendem as paixões

detonadas entre os lençóis

e o tecto de luz

rasgada em cúpula pelo Sol!

 

JOÃO VERÍSSIMO

 

 

Da série «A Escrita Extrema»

 

Almada, 2003.

#029 THE TIBETAN GRASSLANDS

Woman and boys

 

 

Blind woman praying

 

 

 

Mother and children

© larry louie

 

«In April 2007, I had an opportunity to visit remote tibetan villages in the Tibetan grassland of the northern Chinese province of Gansu, one of the poorest provinces in China. I selected these portraits out of my Tibetan Grassland Series for the entry to represent what struck me most deeply about the area. I was amazed at the dignity and gentleness of the people there, and their incredible devotion to their faith.» (LARRY LOUIE)

 

Tibete, 2007.

#028 NÃO SEI DE QUE COR SÃO OS NAVIOS...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© paulo fogg

 

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Eu não sei de que cor são os navios

sei que por vezes

no mais recôndito recanto

no simples agitar de uma cortina

numa corrente de ar

num ritmo

há um brilho súbito de estrela e bússola

uma agulha magnética no pulso

um mar por dentro um mar de dentro um mar no pensamento

 

MANUEL ALEGRE

 

 

#027 MARROCOS

 

 

 

 

 

 

© carlos vilela

 

Em Tetouan esta pobre vendedora seguiu-me até ao autocarro numa tentativa de me vender um colar. Era uma senhora simpática, que decerto precisava de dinheiro, mas que (pareceu-me) precisava também de atenção.

Deixou-se fotografar (coisa rara em Marrocos) e as imagens foram feitas quando eu já entrava no autocarro. Só depois voltei atrás para lhe comprar uns colares... salvo erro, comprei quatro. Ganhou o dia :)

Mesmo depois de me vender os colares não se foi embora. Só saiu dali quando o autocarro arrancou. Acho que foi um agradecimento e isso não há fotografia nenhuma que registe.

Marrocos, Abril de 2006.

#026 MARRUECOS, AL OTRO LADO

Marrakech, 2005.

 

 

 

 

Tahala o Lalla Takerkoust, 2005.

© leo simões

 

Ensayo fotográfico que nos acerca al pueblo marroquí a través de la mirada del fotógrafo viajero. Varios viajes y más de 5.000 kilómetros en la mochila, compartiendo hogares marroquíes y largos paseos por las medinas, el Gran Atlas, Tánger, Tetuán, Tiznit, Tahala o Lalla Takerkoust,... las imágenes invitan al espectador a descubrir un país cuyo conocimiento será ciertamente enriquecedor.

[ Son fotos robadas. Las hice en mi primer viaje en 2005. Después he vuelto a ir y poco a poco voy aproximándome más a los marroquies para poderles fotografiar con su consentimiento. No obstante, siempre me ha gustado este tipo de imágenes. ]

#025 QUOTIDIANO(S) I

  

© paulo fogg

#024 REGRESSO A GENÍSIO

© antero de alda

 

«La boubielha»    

 

Genísio, Miranda do Douro 2008   

 

#023 HUMAN VICTIMS

Centro de reabilitação da emergência médica em Sulimaniyah, criado em 1998 por uma ONG italiana. Começou por ser um posto para tratar vítimas das minas antipessoais, mas é agora um centro hospitalar central. Há pelo menos 7 milhões de minas terrestres dispersas no Curdistão e embora os acidentes com minas antipessoais tenham diminuído nos últimos anos, continuam a aparecer aqui vítimas destas armas.

Hamina Khidhir Abdullah, nascida em 1955, é da região de Alsho, da província de Sulimaniyah. Tinha ido às montanhas procurar frutas selvagens e uma mina explodiu-lhe nas pernas. Perdeu um pé e sofreu vários outros ferimentos. O seu marido foi assassinado durante a campanha de Anfal, há 18 anos atrás, e ela ficou sozinha com os seus seis filhos.

Sulimaniyah, Curdistão, 2005.

 

 

 

O partido do Hezbollah no Líbano é mais do que um exército da guerrilha. Transformou-se num partido político e uma organização que chefia e orienta uma grande rede de instituições sociais. Os seus membros são principalmente muçulmanos de etnia xiita.

Beirute, 1996.

 

 

 

Evidências das armas químicas usadas por Saddam Hussein contra os curdos.

O menino, de sete anos de idade, ficou cego depois de ser atingido pela explosão de uma bomba. O exército iraquiano lançou uma ofensiva bombista contra os curdos em fuga após uma insurreição curda falhada durante a Guerra do Golfo.

© ed kashi

Iraque, 1991. 

#022 REGRESSO A MOURILHE

 

 

A sacristã do Padre Fontes, da Igreja de Mourilhe.

Fotografei-a em 2006 sem saber que, depois de Gérard Fourel, seria já um primeiro reencontro.

Só neste último regresso é que Maria da Graça foi reconhecida numa fotografia de Fourel dos anos (19)80. A cozinha é a mesma, dizem-me. 25 anos depois.

 

    

© antero de alda

 

 

Mourilhe, Montalegre 2009   

 

#021 BALLET...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© paulo fogg

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