
Muito mais do que uma abordagem artística à fotografia, a lomografia é uma forma de expressão plástica que vai para além dos próprios limites da arte fotográfica.
A guerra fria criou o contexto, os russos criaram a máquina, dois vienenses pegaram nela e reinventaram a forma de fazer fotografia. Hoje é uma forma de arte que faz parte da cultura urbana das cidades mais cosmopolitas, com as suas embaixadas lomográficas a promoverem esta nova
maneira de captar imagens.
Os princípios são simples: «Sê rápido, não penses, não tenhas preconceitos em relação ao teu ambiente, absorve tudo, clica espontaneamente, colecciona e diverte-te a ser comunicativo!»
Esta é uma forma de fotografar que tenho vindo a desenvolver ultimamente.


©
carlos vilela
A Lomo-Holga-Samplers-Fisheye
Surgiu a partir da década de noventa entre os jovens, porque produz fotos com cores saturadas, borrões, imagens desfocadas e luzes em movimento. Descrito assim parece que é feio, mas virou um movimento artístico. Os efeitos das imagens são surpreendentes, principalmente em função dos flashes que são coloridos (são eles que dão essa impressão onírica,
de bolha de sabão!).
Santo Tirso,
2009.