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  Post 209 -  Dezembro de 2017  

 

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Xutos... Zé Pedro

 

Primeira Página em 60 segundos

Belmiro de Azevedo: "Nunca estive zangado com a vida."

JN, 30 de Novembro de 2017.

 

 

Alguma comunicação social insiste em considerar comparável aquilo que só por um erro lamentável do destino fez desaparecer em dois dias consecutivos dois homens absolutamente incomparáveis: enquanto um me levou algumas vezes ao inferno, o outro levou-me muitas vezes ao Paraíso.

 

 

Foto: BLITZ

 

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O Falcão

 

____

José Pedro, nem tu te zangaste com a vida nem a vida se zangou contigo, simplesmente encontraste a tua estrela...

Provavelmente, o que o senhor Belmiro de Azevedo queria dizer é que nunca esteve zangado com o dinheiro.

Zé, o dinheiro é uma droga, certo?

Até qualquer dia.

 

Relacionados [ o trabalho não mata... ] [ diário íntimo XIII ]

 

____

POST SCRIPTUM: Morreu a Dona Rosa, a "minha" Rosa!

Ela, que era também já uma transfiguração completa de Torga, sabia que o trabalho não mata (mas também não liberta) e que o dinheiro é uma droga.

A Rosa fez 93 anos no passado dia 25 de Abril.

 

Há duas semanas atrás fui oferecer-lhe uma rosa vermelha, como fazia de vez em quando: comprava sempre duas, uma para ela e outra para a Margarida.

Fotografei-a muitas vezes (para Mil vidas tem S. Gonçalo, para Retratos & transfigurações... ou simplesmente para ir oferecer-lhe mais um retrato, no caminho da Torre que vai ter ao rio), mas é quase certo que a última vez que ela foi fotografada foi pelo meu filho Zé; e — curiosamente —, como quem vem da missa em S. Gonçalo, assim ficaram, a Rosa e a Margarida, ambas de preto, lado a lado. À sua maneira, o meu Caravaggio tinha o seu fascínio por esta mulher, como se ela saltasse de uma das telas que ele colecciona com o olhar: a Madalena lacrimosa de Rembrandt, a penitente de Giordano, a mãe e esposa de Cranach...

 

No sábado o meu computador avariou e eu decidi que hoje iria passar um domingo fantástico a pintar a casa. Foi o que fiz, até receber a notícia.

 

Não estou preocupado com o meu computador, talvez consiga mexer alguma coisa no hardware. Aliás, também não estou preocupado com mais um crash: fiz há dois dias um backup, como é meu costume — triste é aquele que não faz backups!

 

Assim, quando me preparava para «um dia de Primavera no fim do mundo» (Li Shang-Yin), quando poderia dizer outra vez: «não há defeito algum neste dia/é o exacto momento para por/o amor ao sol» (1.5.2014), aconteceu esta coisa triste.

 

Logo, às 15 horas, vou levar-lhe mais uma rosa vermelha à igreja de S. Pedro. Depois, sempre que regressar ao caminho da Torre até ao Tâmega, vou ouvi-la a agradecer-me com toda a sua bondade: "Senhor professor eu não mereço isto"; ou então a dizer-me coisas banais: "O senhor professor tem um carro muito bonito"; ou a dar-me conselhos irrepreensíveis: "senhor professor, guarde bem a sua Margarida. O meu marido morreu quando eu tinha 57 anos... Nunca mais o esqueci. Nunca conheci nenhum outro homem."

 

 

ai Rosa...

as tuas pétalas as tuas

lágrimas.

 

as tuas rugas

os teus amores.

 

ai Rosa...

os teus partos

as tuas dores.

 

e as tuas dúvidas.

as tuas dúvidas, Rosa

as grandes dúvidas:

terra, raízes

as dúvidas de todos

as dúvidas de todos!

 

diz-me, Rosa

(todas as flores)

porque é que eu estou

tão cansado?

 

 

Relacionados [ diário íntimo X ] [ diário íntimo XXXV ]

 

 

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A alma tem muitos inquilinos

que estão frequentemente em casa todos ao mesmo tempo.

GÖRAN PALM

 

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